sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Doce “Chiquititas”

Da mesma forma como “Carrossel”, percebo o impacto da novela do SBT pela reação das crianças que me cercam. Ontem ouvi risos vindo da sala, alguns gritos de espanto e pude sentir toda a atenção dada à trama. Não levantei para ver, as manifestações estavam tão claras, tão límpidas que senti de longe o envolvimento da pequena telespectadora. 
A verdade vem daí, das manifestações sem filtros, sem alguém para observar, como ocorreu no Brasil de julho, pessoas indo para as ruas com a vontade sincera de dar um basta a cara de pau dos políticos, mas há mais, para percebemos tudo isso, temos que conter em nossa memória afetiva este tipo de sensação. Se brincamos na infância, percebemos mais detalhes enquanto observamos os filhos na praça. Rimos como naquela época quando viajamos na viagem deles. Ontem, enquanto ouvia minha pequena, mergulhei no mundo de “Vila Sésamo”, nas incontáveis piadas dos “Muppets”, na curiosidade pelo próximo capítulo de “Estúpido Cupido”. 
A TV mundial está infestada de ansiedade, de jornalistas desesperados atrás do desespero alheio para atrair mais telespectadores, de roteiros baseados em assassinatos e traições, de prostituição, torcedores e policiais perdidos nesta multidão ignorante. Diante  disso tudo, felizmente ainda há programas provocando risos puros em nossas salas.

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