segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Reestreia de Bozo traz de volta a melhor essência dos infantis


Direto dos anos 1980, chegou no último sábado (16) no SBT o novo programa do Bozo.

Novo? 

Quase 30 anos depois de estrear na TV brasileira (o personagem foi criado em 1946, nos EUA, por Alan Livingston), o palhaço pilhado não mudou em nada. 

Bozo ainda tem um cabelo aterrorizante, pede bitocas no nariz e repete bordões ininteligíveis como "tereteuteu". 

Que bom. O saudosismo me fez temer por um Bozo repaginado, "hi-tech", medicado com Ritalina. 

Mas Bozo segue o mesmo palhaço surtado de sempre, que faz piadas previsíveis e interage com bonecos e personagens tão estranhos quanto ele. 

Sacoleja enquanto a confusão rola solta no palco, esquecendo as regras dos jogos e deixando as crianças roubarem nas provas -na cara dura. 

Senti falta do Pedro de Lara (1925-2007). O seu Salsi Fufú era docemente mais mal-humorado do que a nova versão do narigudo. 

Já Valentino Guzzo, intérprete original da Vovó Mafalda, foi homenageado. A nova vovó é idêntica à interpretada por ele. 

Bozo trouxe de volta o clima de gincana de crianças na TV, a melhor essência dos programas de TV infantis.
O mix de desenhos, dos mais modernos aos prosaicos em que só a boca do personagem mexe, recheia o programa com pinta de circo.

Não há tecnologia nem luzes hipnóticas na tela. 

A fórmula é velha, flagra o SBT temeroso de correr riscos (vide as reestreias das novelinhas "Carrossel" e "Chiquititas -esta para os próximos meses), mas uma boa palhaçada sempre terá plateia. 

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